Os primeiros estados alterados de consciência foram provavelmente obtidos por …

ÍNDICE:

1- A ORIGEM DA MEDITAÇÃO

2 – PRÁTICAS E BENEFÍCIOS

3 – CONCLUSÃO

4 – BIBLIOGRAFIA

Origem da Meditação:

  Ao falamos sobre meditação, é automático recorrermos aos relatos de tradições filosóficas orientais, uma vez que foram as culturas chinesa e hindu que melhor relataram e descreveram as práticas meditativas durante a história da civilização.

Há um amplo levantamento histórico sobre o tema, descrições precoces do método, tanto em textos taoístas quanto em textos hindus. A literatura taoísta, com mestres como Lao-Tzu e Chuang-Tzu, já expunha exercícios meditativos, de forma sistematizada. A literatura mística do norte da Índia, entre 1500 e 1000 a.C., também já apresentava técnicas de meditação.

Os primeiros estados alterados de consciência, foram provavelmente obtidos por indução espontânea. Acreditam alguns autores, que a descoberta do fogo, o exercício da caça, a experiência sexual e o trauma, poderiam ter sido os fatores que primeiramente conduziram ao estado meditativo espontâneo, provocando experiências naturais de estados alterados de consciência, o que poderia ter acontecido há cerca de oitocentos mil anos.

Em nenhum momento a meditação teria sido descoberta e sim, os estados meditativos devem ter se desenvolvido durante um longo período de tempo, sendo conhecidos em várias culturas diferentes como “técnicas capazes de ampliar o alcance da alma”.  A meditação não pertencia e não pertence a uma cultura específica, mas se desenvolveu de maneiras parecidas em cada, não tendo uma origem certa mas sim surgindo das mesmas necessidades, com os mesmos objetivos, como pode ser observado no fragmento de um livro abaixo:

  “…As técnicas meditativas não pertencem a esta ou aquela cultura, ou a esta ou aquela religião, embora várias delas possam ter sido disseminadas a partir de focos religiosos específicos. É possível meditar na respiração com os budistas sem ser um budista; é possível meditar caminhado com os vietnamitas sem ser um vietnamita; é possível meditar girando com os sufis sem ser um sufi. Na verdade, mesmo em outras comunidades muito antigas já se conheciam técnicas meditativas, como entre os índios americanos e os esquimós. Para se meditar, não é preciso pertencer a alguma religião específica. Não é preciso deixar de pertencer a alguma religião específica. Não é preciso ter religião. Não é preciso, nem mesmo, acreditar em Deus…”

          Cardoso, Roberto. Citação do livro  “Medicina e Meditação”. MG Editores, ano 2005.

                                                 Prática e Benefícios

A meditação consiste de práticas diárias envolvendo essencialmente concentração da atenção. Embora apareça com uma aura mística, sua prática regular proporciona vários benefícios e aperfeiçoamentos práticos, como (experiência própria):

– descanso físico, mental e emocional

– aumento da capacidade de concentração

– maior auto-liderança

– maior liberdade de escolha

– senso de identidade mais livre e mais rico em possibilidades.

Segundo Lia Diskin, em entrevista à revista SuperInteressante em março de 2001, os benefícios da prática da meditação para a saúde, a inteligência e o equilíbrio psíquico são:

“A meditação reduz a ansiedade, torna a respiração equilibrada e profunda e melhora a oxigenação e a freqüência cardíaca. Seu reflexo no sono é um repouso mais tranqüilo, sem interrupções. Além disso, ela atenua enxaquecas e resfriados, acelera a recuperação no pós-operatório e auxilia a digestão alimentar. No campo psíquico, a prática mantém a pessoa num relativo estado de equilíbrio, com uma lucidez que a impede de entrar em conflitos emocionais internos, principalmente de origem afetiva. Há, por parte de quem a pratica, muito mais clareza mental, objetividade, paciência, compreensão e justiça.”

A meditação em geral pode envolver sons, mas não linguagem falada ou pensada, ao contrário, um dos objetivos é justamente ativar um nível de não-pensamento lingüístico, que embora seja útil em algumas situações, não o é em outras.

Conclusão

A meditação é a maneira em que se pode encontrar o auto conhecimento, poderes de controle e uma admistração mais coerente da vida.  Seus efeitos de equilíbrio mental podem ser úteis em qualquer atividade da vida, não há nada em que faça mal.

Os assuntos de misticismo são muito interessantes, e podem ser melhor entendidos com tais práticas, não só compreendidos como criados.

O poder da concentração é bom para o raciocínio lógico usado no colégio e em qualquer curso que se faça, para a expansão da criatividade da pessoa e guia do caminho para a exploração da mente, além de todos os bens que causa a saúde.

Em minha opinião, todos os assuntos sobre o desconhecido são atraentes, principalmente os que envolvem a mente humana e seus limites que podem e devem ser quebrados. A meditação é a base para um pensamento bem formulado sobre qualquer tipo de realidade, inclusive da oculta, ou seja,  só é de trazer vantagens.

Aprendi muito sobre a minha paciência, auto controle e ampliei minha visão a cada vez que me desliguei do mundo tentando não pensar em mais nada, essa arte de se desprender do resto para uma análise mais clara das ações é então, algo de grande importância e de grande eficácia.

Bibliografia:

http://www.redepsi.com.br/portal/modules/soapbox/article.php?articleID=513

http://www.possibilidades.com.br/meditacao/relaxamento.asp

http://www.divinaciencia.com/licao.php?cmd=1&id=14