Esta conversa contém respostas, possui 2 pessoas e foi atualizada pela última vez por Sylvia Sylvia 7 meses atrás.

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  • #2106
    Sylvia
    Sylvia
    Participante

    As duas abordagens chamam atenção para questionamentos quanto ao sistema educacional atual.
    Entre outros aspectos, ambos mencionam o aparato tecnológico que envolve o cotidiano infantil de forma massificada. Nesse particular, Guilherme Lito faz menção a um embotamento das potencialidades da criança, lembrando que o significado da própria palavra criança é criar. Sir Ken Robinson destaca que, em sendo submetidas ao sistema educacional vigente as crianças são rotuladas de distraídas ao extremo, tendo em vista que não se interessam pelo modelo das aulas. Disso resulta uma medicalização indiscriminada a partir do diagnóstico de TDAH , decorrente da aplicação de testes padronizados. Como a medicação as “anestesia”, elas aprendem ou “são ensinadas” nesse estado de prontidão.Faz-se exatamente o inverso do que deveria ser feito: acordá-las para o que há dentro delas.E de volta à abordagem de Guilherme Lito, ocorre exatamente o que nos diz o significado etmológico da palavra aluno: sem luz.

    As potencialidades intrínsecas e individuais de cada criança são embotadas pelo atual sistema,segundo os dois autores.
    Lito as compara a uma máquina programada exclusivamente para uma finalidade , que vive em função dessa finalidade, sem SER durante o percurso e, com isso, perdendo-se e esquecendo-se de si mesma.
    Robinson as compara a produções de fábricas, ou seja, padronizadas.

    Nesse pequeno recorte das falas expostas nos dois vídeos, percebo o que já parece ser senso comum entre os educadores mais críticos, embora muito pouco pareça ser feito para transformar essa realidade:o aluno não vem sendo valorizado em sua individualidade, suas potencialidades são “domesticadas” para atender a um sistema externo ( o aluno está sempre chamado a atender o externo), em direção a um lugar em que ele não sabe onde vai dar ou se nele deseja de fato chegar. Isso tudo me faz pensar na grande incidência de depressão que acomete crianças e adolescentes na atualidade, inclusive com suicídios. Tristeza, ansiedade, pânico… Enfim!

  • #2108
    Claudiah
    Claudiah
    Mestre

    Muito bom Sylvia. APenas um comentário. Na própria página do vídeo do Guilherme, no youtube, nos comentários ao ser questionado sobre o significado da palavra aluno ele reconhece que não é exatamente esse: sem luz. Há um apolêmica a respeito dessa etimologia. De qualquer forma, isso não altera os dados da realidade e a interpretção que Guilherme fez e que coincide com a análise feita por Ken Robinson, a despeito dos dois se encontrarem em realidades bem diferentes. Amazing!

    • Esta resposta foi modificada 7 meses atrás por Claudiah Claudiah.
  • #2116
    Sylvia
    Sylvia
    Participante

    Hum…
    Ok!
    Não havia percebido.
    Obrigada, Cláudia!

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