Esta conversa contém respostas, possui 4 pessoas e foi atualizada pela última vez por Lu Fernandes Lu Fernandes 6 meses, 4 semanas atrás.

  • Autor
    Posts
  • #2089
    Marcelo Augusto
    Marcelo Augusto
    Participante

    As ideias apresentadas por Sir Ken Robinson e Guilherme Lito se alinham e fazem críticas a estrutura escolar, principalmente a organização curricular e aos métodos de avaliação empregados e como esses influenciam a formação dos indivíduos.

    De fato, o currículo escolar é descontextualizado da realidade do educando, e a aprendizagem desse, é baseada em repetição e não valoriza a criatividade e emoção. A não valorização da emoção e supervalorização do racional também é bem visível na organização curricular escolar, onde disciplinas ligadas às Ciências tem maior número de aulas que às disciplinas ligadas as Artes e a reflexão. Não pretendo com esse comentário discutir a importância do ensino das diversas Ciências, sendo minha intenção apenas pontuar um fato. Soma-se a isso, a forma de avaliação empregada nas escolas, que valoriza conhecimentos memorísticos e com respostas fechadas, excluindo todo o processo vivido pelo estudante.
    Levando em consideração esses fatores, é possível entender porque os jovens se desinteressam pela escola: essa está vazia de sentido.

    Enquanto professor, concluo essas colocações com uma reflexão lançada por Guilherme Lito sobre a ideia de trabalho e emprego. É impreterível que nós , profissionais da educação, deixemos de ver a escola apenas como nosso local de trabalho, no sentido de local onde tiramos nosso sustento, e passemos a vê-la também como nosso emprego, ou seja, aquilo que construímos. A partir dessa mudança de paradigma, acredito que seremos capazes, enquanto grupo, de repensar e reconstruir a escola, nos livrando das amarras que nos conduzem a repetição do modelo imposto.

  • #2095
    Claudiah
    Claudiah
    Mestre

    Impeterível Marcelo! Reconstruir a escola é reconstruir a sociedade!!

  • #2131
    marinagon
    marinagon
    Participante

    Frases que mais me chamaram a atenção:
    Vídeo 1: “Coragem significa agir com o coração.”
    Vídeo 2: Quando ele está falando sobre a medicalização das crianças, sobre o efeito anestésico de muitos desses remédios, então ele diz: “Nós estamos educando nossas crianças enquanto anestesiadas. E acho que deveríamos fazer o contrário. Não deveríamos estar as fazendo dormir, deveríamos estar acordando-as para o que há dentro delas.”

    Essas frases foram as que mais me chamaram a atenção, muito provavelmente por uma conjunção de quem sou eu (meu olhar) e com a disciplina que leciono (educação física). Vejo a educação física (e as artes também) como “pontos fora da curva” nessa escola mecanizada e intelectualizada. Muitxs alunxs que são considradxs ruins são xs mais participativxs nas aulas de educação física, contradizendo um pouco este “esvaziamento de sentido”. Pois quando se trata de futebol, dança, música, etc. há bastante interesse da parte dxs alunxs.

    Por ser uma disciplina menos preocupada com *conteúdos* e por ser mais aceito que usemos outros modos de avaliação que não só *provas* e *testes*, é bem comum que xs alunxs tenham certa paixão pelas aulas de educação física. E penso que isso facilita muito o processo de “acordar para o que há dentro”. E como há coisa bonita dentro dessas crianças e adolescentes! Me encanta!

    Como o Marcelo falou, eu tenho conseguido fazer da escola meu trabalho e meu emprego. Além de tirar o meu sustento, há vários momentos de realização que já conseguir ter nessa profissão. Embora pra isso tenha colecionado muitas frustrações e desilusões também. Mas como prefiro ser otimista, pego os sonhos triturados no moinho pra adubar os novos que virão.

    Uma das coisas ingratas nessa profissão é que não vemos um resultado tão aparente e imediato do nosso trabalho. É como se estivéssemos a plantar sementes para colher seus frutos só daqui a uns 10 anos ou mais. O que dá certo frio na barriga, do tipo “será que estou fazendo isso certo?” Rs. Porém há pequenas recompensas e feedbacks que indicam os erros e acertos dessa caminhada.

  • #2153
    Lu Fernandes
    Lu Fernandes
    Participante

    Boa tarde a todx!
    Ambos os vídeos apresentam leituras críticas sobre o sistema educacional em nossa sociedade. Apontam aspectos que em muitos pontos engessam o fluir de ser de cada sujeito. Falam dos interesses envolvidos, que contemplam alguns, que não são os diretamente envolvidos e afetados. Mas apontam também a possibilidade de se construir novos caminhos, que não se trata de uma rua sem saída. Trazer esta discussão à pauta já é um passo importante para pensarmos em novas possibilidades e construirmos novas realidades. Este Projeto (MLE) já é a materialização de uma nova proposta, sob uma nova perspectiva, de se pensar, fazer e viver Educação.

Você deve fazer login para responder a esta conversa.