Relatório sobre a Participação na Oficina de Mediação Laica Educacional

Professora Luciana Ribeiro

Departamento de Inglês – CPII

 

Já desde o ano de 2012, quando li pela primeira vez sobre a oficina de Meditação Laica Educacional em um e-mail que recebi, vinha esperando por uma oportunidade de dia e horário em que pudesse frequentá-la.  Até que o dia chegou no começo deste ano.  Finalmente, pude experienciar e comprovar aquilo em que já acreditava e esperava há muito tempo: uma proposta de trabalho voltada para o desenvolvimento emocional do aluno na própria sala de aula.

Que muitos professores têm a habilidade de criar uma ótima atmosfera em sala de aula, facilitando a aprendizagem dos alunos, graças às suas competências sociais e emocionais, já se sabe há muito tempo.  Porém, como conseguir a mesma façanha sem poder contar com essas tão positivas características interpessoais?

A meditação – e laica, de modo a atingir a todos, sem depender de credos, religiões, etc – apresenta-se como uma eficiente estratégia didático-pedagógica de desenvolvimento da atenção e concentração do aluno em si próprio e no que o rodeia, facilitando-lhe, assim, a assimilação de novos conhecimentos, bem como a fixação de antigos, mas, acima de tudo, o relacionamento consigo mesmo, e, consequentemente, com seus pares e professores.

Concomitantemente, no outro polo, a meditação também acaba por contribuir para o aprimoramento da atenção, concentração e inteligência emocional do próprio professor.  E o resultado de todo esse processo não poderia ser diferente:  alunos e professor com uma maior capacidade de concentração e intra e inter-relacionamentos mais saudáveis e eficientes não só para o plano da aprendizagem, como também o plano da interação social.

Em suma, a Meditação Laica Educacional e as oficinas para a divulgação dessa estratégia didático-pedagógica parecem marcar o início de um processo de mudança na sala de aula, que, em todos os aspectos, só traz benefícios aos alunos e professores.  Benefícios não só para a aprendizagem, mas, antes, para o desenvolvimento de seres humanos mais centrados e mais emocionalmente estáveis.

Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2014.